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09 maio 2008

Uma moça de 23 anos

Quando se é jovem, são notáveis vantagens e desvantagens próprias do tempo. Uma das desvantagens sem dúvida nenhuma é que a possibilidade de erros que se cometem são maiores, mas, afinal, é errando que se adquirem experiências e aprendizado. No entanto, a principal vantagem é o ímpeto em levantar após cada queda, dar uma sacudida na poeira e partir para outra.
Começo dizendo isso para falar de uma moça de 23 anos chamada Democracia Brasileira, afinal ela veio ao mundo pelo final de 1984 com o movimento das Diretas Já e foi batizada no dia 05 de outubro de 1988 quando um velho senhor ergueu um livro e disse: "Declaro promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil!" A partir dali ela começou a dar seus primeiros passinhos na dura missão de, através dela, mudar a realidade perversa da enorme desigualdade social.
É claro que como toda sociedade humana, somos tentados a compará-la sempre com senhoras bem idosas, como as democracias Francesa, Inglesa, Alemã e até a Americana. Mas no meu entendimento, trata-se de uma injustiça visto que as anteriormente citadas senhoras idosas já caíram e levantaram inúmeras vezes, sendo que algumas delas já somam mais de uma centena de anos de vida.
Nossa jovem Democracia Brasileira comete erros ainda? Sim! Irá errar daqui para frente? É possível que sim! Mas o mais importante que ela continua viva e em pleno processo de aprendizagem e amadurecimento que passa pela alternância de partidos no poder, a cada vez mais incisiva atuação do Ministério Público, a liberdade de imprensa mesmo que muitas vezes cerceada pelo poder econômico e político, o judiciário que mesmo desaparelhado tem promovido cada dia mais justiças que injustiças e mais do que isso a consciência que se cria na população que democracia não é apenas votar e ser votado, mas cobrar dos eleitos o cumprimento de bons mandatos.
Você deve me achar um otimista. Sou sim! Por isso manifesto aqui meus sinceros parabéns a essa jovem moça de 23 anos com os desejos de vida longa à Democracia Brasileira.


29 dezembro 2007

Pede pra Sair!

Está certo! Você já ouviu muito essa em 2007 não é? Mas recorro a ela como título do artigo, pois foi justamente isso que pensei alto quando li recente entrevista de um político local dizendo que tem vergonha de pertencer à câmara de vereadores. Segundo ele a razão da vergonha é a quantidade de “maracutaias” que acontecem nos bastidores da casa do povo.
Estranho que ele como fiscal eleito da população joga isso no ar, mas não vêm a público desempenhar seu verdadeiro papel de dizer e provar quais são as “maracutaias”.
Mais estranho ainda é não buscar esclarecer de uma vez por todas ao povo fatos como uma licença médica remunerada, solicitada por um vereador dizendo estar com estafa que estranhamente teve o diagnóstico e o atestado assinado por um urologista e não por um psiquiatra.
Realmente para tropa de elite dos fiscais da população a atual safra de políticos tem raras e honrosas exceções. A maioria deveria ouvir: “Pede pra sair!”
O nível! Quer dizer, nível. Que é isso? Faz com que de tropa de elite tenhamos apenas em maioria só a primeira parte da frase e nada de elite.
Mas estamos em um ano especial. Ano em que a frágil e jovem democracia brasileira nos permite eleger uma nova tropa de elite de políticos fiscais do povo. Eleitos que realmente cumpram o principal papel de zelar pelo bem do povo e não pelo seu próprio bem. Agora em 2008 temos a chance de não apenas pedir para que saiam, mas de tirar dos cargos quem não exerce com excelência aquilo para o qual foi eleito.