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07 janeiro 2013

Políticos Fracos



Sexta feira passada (04) com vários locais ainda fechados rodei um pouco mais para cortar os poucos cabelos que ainda me restam e encontrei um barbeiro (ainda sou da geração que chama quem corta o cabelo de barbeiro e não cabeleireiro) radicado em Jaraguá do Sul faz seis anos natural de São Miguel do Oeste. Mesmo não querendo muito papo vai e papo vem à conversa enveredou para a política. Falamos de como a cidade cresce, da necessidade de obras e serviços públicos e as diferenças entre as cidades do oeste e Jaraguá do Sul. Tirando alguns desconhecimentos sobre como ocorrem às divisões dos valores arrecadados com impostos o barbeiro fez uma afirmação que me colocou uma exclamação na cabeça com cabelos já aparados: “aqui os políticos são muito fracos.”.
Já abordei do tema aqui no blog até recentemente, especificamente sobre o caso da Universidade Federal. Mas tal afirmação do barbeiro me fez listar mais algumas ponderações mostrando nossa fraqueza política:
- Universidade Federal de SC (Campus Região Norte) – Não Veio;
- Trevo de acesso ao Vale do Itapocu no entroncamento BR 101/BR 280 – Praticamente sem sinalização adequada e digna da importância econômica de nossa região;
- Inexistência de um Hospital Regional Público para atender a demanda cada vez maior por atendimento;
- Quantidade de Policiais Militares, mas principalmente Civis insuficiente para atender a demanda de ocorrências da região (mesmo o Secretário de Segurança Pública tendo nascido aqui);
 - Duplicação da BR 280, a novela de sempre;
 - Escolas Públicas Estaduais caindo aos pedaços.
Parando por aqui leio no final de semana que os ex-prefeitos de Blumenau e Rio do Sul, João Paulo Kleinübing e Milton Hobus ambos do PSD e mesmo que os candidatos a prefeito por eles apoiados perdendo as eleições, foram nomeados pelo Governador Colombo para o Badesc e a Defesa Civil Estadual respectivamente, já daqui pelo menos por enquanto nenhuma liderança local com nomeação anunciada.

12 dezembro 2012

Ilha da Intriga


A situação política ruim vivida em Florianópolis pela falta de entendimento de quem sai (Dário Berger) e quem entra (César Souza Jr.) no Poder, já é notícia em nível nacional.
Greve dos servidores públicos, caixa da prefeitura no vermelho, sistema do transporte público à beira do colapso, sumiço do dinheiro do cachê do tenor italiano que garante não ter visto o dinheiro e a negativa de repasse de verbas para a Liga das Escolas de Samba o que pode inviabilizar o desfile de carnaval 2013 na Nego Querido.
Se não bastasse tudo isso, a negativa de fornecimento de relatórios e documentos da atual administração para a futura melou de vez a transição.
Daí eu pergunto, se a situação fosse aqui em vez de ser em Floripa, como seria a postura de certas pessoas que por aqui cobram tudo e lá na capital por ser do 15 não falam nada ou bem pouquinho?
Independente da resposta é profundamente triste ver a capital de SC viver uma situação de colapso administrativo como está passando.

16 novembro 2012

O Novo e o Velho


Os profetas do quanto pior melhor, já estão alardeando de que o mandato do Novo prefeito de Jaraguá do Sul será marcado por perseguições sistemáticas contra integrantes de uma lista. Se confirmado, a prática será mais uma a lembrar o Velho jeito de fazer política olhando pelo espelho retrovisor.
A expectativa da população em geral é de que ações positivas do atual mandato sejam mantidas e as correções necessárias sejam implementadas, mas fundamentalmente a maioria do eleitorado votou pelo signo da mudança, do Novo. Escolher velhos nomes e adotar velhas práticas como a perseguição de opositores eleitorais apenas fará o Novo rapidamente virar o Velho.

08 novembro 2012

Enxugando gelo



Nos bastidores do poder o assunto de todos os dias são os futuros cargos e quem os ocupará. Os eleitos ainda estão com o discurso do enxugamento, mas a se julgar pelo afã dos “aliados” e dos “novos simpatizantes” com votos nas câmaras, parece que para os futuros prefeitos tentar enxugar a máquina terá o mesmo grau de sucesso que enxugar gelo.  Como sabemos o padrão comportamental médio da classe política pode retaliar os futuros prefeitos em votações importantes nas câmaras, caso os mesmos insistam no enxugamento da máquina pública. 

31 agosto 2012

O que eles falam sobre os jovens


Entramos na última volta do ponteiro como dizem certos cronistas esportivos. É chegada a hora para mais uma eleição municipal. Serão 5.565 prefeitos eleitos e pelo menos 56 mil vereadores. Mas especificamente na eleição desse ano alguns fatos chamam a atenção: o declínio de importância eleitoral de determinadas lideranças políticas de renome nacional ao mesmo tempo em que surgem novas lideranças e a forma diferenciada com que os jovens encaram a política.
Políticos já tarimbados e bastante conhecidos no cenário nacional passam a ver sua importância eleitoral se esvaindo. Velhas formas de discurso e formatos antes vencedores de campanha passam a dar espaço a novas formas. Aqui quero afirmar que discordo frontalmente dos que dizem que todo jovem é alienado e está avesso ao processo político. Claro que existem aqueles mais preocupados com a balada do final de semana, ou em economizar um dinheirinho para comprar uma moto ou para cortar as molas do possante e deixá-lo mais invocado para sair raspando assoalho pelas ruas da cidade. Mas é crescente o número de jovens que já estão começando a opinar sobre a saúde pública, sobre a mobilidade urbana, sobre a segurança e por aí vai.
Outro comportamento que é bastante sensível no eleitorado é o completo desapego aos partidos políticos. É flagrante a falência do modelo partidário. Até partidos que antes tinham filiados e simpatizantes fanáticos hoje fazem verdadeiras penitências para convencer os eleitores a se filiarem aos seus quadros. Hoje a esmagadora e quase absoluta quantidade de eleitores quando perguntados afirmam que votam na pessoa, no candidato e não no partido que ele pertence.
As gerações passam e a sociedade muda. O quadro que se desenha para o futuro pode atualmente ter cores sombrias, mas através da democracia e principalmente da ética e lisura da classe política seja nos mandatos que se iniciam no próximo janeiro e também dos eleitores na ampliação da sua consciência cívica e política podem tingir de cores mais alegres e iluminadas o nosso futuro.
Já afirmou Dalai Lama: - “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”