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15 fevereiro 2013

Eu Já Sabia - Precisou de 100 pra aceitar ajuda

SC: 100 ataques do crime organizado em 16 dias
Ao completar a marca de 100 ataques do crime organizado, leia-se PGC Primeiro Grupo Catarinense, finalmente o Governo de SC aceitou e irá receber a ajuda Federal com o envio de 350 agentes da Força Nacional de Segurança Pública. Mas precisou chegar na marca de 100 ataques.

Não se pode imputar apenas a esse governo, mas sim é uma constante a prática dos políticos no exercício do poder se preocuparem mais com sua imagem política, no caso aqui alguns integrantes do Governo de SC entendem que ao aceitar a ajuda federal admitem a fragilidade perante a situação e expõem fraquezas na gestão. 

Daí os governantes não se importam muito com quem teve o carro completamente queimado, o ônibus perdido, o prejuízo material no imóvel, o terror instalado no imaginário popular, o medo de exercer o direito de ir e vir. 

Para os políticos no exercício do poder o que importa é a sua imagem e de preferência que sejam vistos pela população menos culta como super heróis, semi deuses dotados dos poderes de grayskull como gritava o super herói loiro do desenho animado.

17 janeiro 2013

Tenha posição. Se posicione. Decida.




Sinto falta de pessoas com posição! Favoráveis ou contrários. Confesso que não gosto da postura do “ai não sei...” ou do “tanto faz”. Agora quando se trata de políticos e mais do que isso políticos representantes eleitos pelo povo para justamente decidirem pelo A ou B ou C e emitirem suas posições e opiniões me causa náusea a tal postura da dúvida e do medo de se posicionar. A maioria dos políticos atuais fica tentando, eu falei tentando agradar todo mundo sem emitir uma opinião clara, falta muro para tantos que ficam em cima dele.
Outra coisa que acho estranho e não aceito. Cidadão foi eleito em outubro como vereador, teve ao menos dois meses para se preparar para assumir a vaga, se já não era vereador antes e foi reeleito, daí quando entrevistado em plena metade do mês de janeiro se tem algum projeto, diz que ainda não tem. Que apenas tem indicações para fazer ou que vai analisar com seus asseclas quais os projetos irá apresentar. Me ajuda aí! O eleitor votou nele, espera que ele o eleito apresente os projetos e mais do que isso, que ele tenha projetos. Já estamos no exercício de mais uma legislatura e alguns legisladores dizem ainda não ter projetos?
Mais uma coisinha, Falei no início que admiro pessoas com posições, pessoas que não tenham medo de expressar o que pensam e no que acreditam. Daí o repórter ou a repórter vai lá se prepara, pergunta sobre um tema ou outro e a resposta é sempre a mesma: “não sei ainda, temos que analisar”. Temos quem cara pálida? É você o eleito! Você é o representante. Assuma! Opine! Você foi eleito entre outras coisas para ter e emitir opinião e posição!

09 janeiro 2013

Factoide é melhor que Notícia



Um dos estilos (talvez o principal) dos políticos se comunicarem atualmente é utilizar-se de factoides que são fatos gerados para a imprensa propositadamente para chamar a atenção com intuito de se desviar os olhares de um assunto em discussão. Um factoide é um fato divulgado com sensacionalismo, que pode ser verdadeiro ou não. Trata-se também de propaganda política mal intencionada. É um fato criado com o propósito de chamar atenção para alguma coisa; ou para amenizar ou minimizar os efeitos de outras.

Os factoides geralmente ocorrem no início dos mandatos, é político que vai à posse de bicicleta, de cavalo, de carroça e até de burro como fez o Vanderlei Batista (PTB) prefeito de Passa Sete (RS). O que chama a atenção é como as pessoas facilmente se deixam influenciar por factoides. O político que usa da artimanha do factoide é como um hipnotizador e facilmente comanda a cabeça e o pescoço da opinião pública e faz o povo comer cebola achando ter o sabor de uma deliciosa maça gala.

O factoide minimamente analisado mostra que em nada muda a realidade de fato da ampla maioria da população. No entanto na era do virtual, da superficialidade, da artificialidade e da fama que não dura mais que 5 minutos, faz com que um factoide se espalhe e tenha mais, muito mais importância que uma notícia real e que de fato muda a vida das pessoas.

Um dos mais famosos políticos a utilizar do recurso dos factoides foi o ex-prefeito por três vezes da cidade do Rio de Janeiro Cesar Maia que ao longo de sua vida política já passou por nove partidos e que agora é vereador da capital fluminense. Cesar Maia costumava entre outras coisas subir os morros cariocas mesmo nos dias mais quentes do verão utilizando uma jaqueta, um casaco ou uma blusa. Grande parte da imprensa noticiava o fato dele estar encasacado e não efetivamente o que ele estava promovendo administrativamente de ações positivas para a população e grande parte da opinião pública acabava falando da maluquice do uso do casaco no calorão do que da inércia administrativa. É o caso recente do Messi; o craque argentino ganhou pela quarta vez seguida o título de melhor jogador do mundo de futebol e o que a maioria comenta é do terno de bolinhas que ele usou na cerimônia. 
Cesar Maia
Messi
Vanderlei Batista
Gustavo Fruet

24 agosto 2011

Políticos Meia Tala


Quando pelo senso comum afirmamos que uma pessoa não tem personalidade na verdade cometemos um erro, pois personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém.
No entanto quando se trata de um político, de uma autoridade ou uma liderança podemos afirmar que ela não tem personalidade quando age sem DNA próprio. Age por vontade de assessores, de subalternos. Atua por controle remoto, como uma marionete de forma pusilânime. Infelizmente políticos assim parecem ser a maioria, principalmente quando ocupam cargos ainda mais representativos nas esferas de poder.
Hoje, um 24 de agosto, quando lembramos à morte de Getúlio Vargas, um político esse sim com personalidade, decidido e decisivo para a história do Brasil, que deixou e deixa marcas até hoje presentes no cotidiano da nação, infelizmente temos de aturar políticos de meia tala que se acovardam atrás de assessores, de recepcionistas. Que são hábeis em rezar desculpas rotas e a repassar a responsabilidade de suas ações ou a sua inércia como fruto da vontade de assessores jurídicos, a comissões eivadas de interesses escusos ou a vontade de partidos que rezam pela cartilha de interesses pessoais e não públicos.
Ai que saudades do político de pequena estatura física, porém de incomparável envergadura de personalidade que saiu da vida pra entrar na história.
O que nos resta é aturar políticos ocos, frouxos e inaptos que usam a palavra e ocupam cargos que na verdade deveriam ser ocupados ao menos por pessoas que honrassem o sangue que corre em suas veias.