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19 novembro 2012

É só esporte


Olhando as manchetes e vendo as chamadas das rádios e tv’s principalmente do eixo Rio/São Paulo na editoria de esportes com relação ao desfecho do Brasileirão 2012 fica evidente que em grande parte é a crônica esportiva a responsável por insuflar a violência entre as torcidas. Digo isso, pois para a maioria da população que acompanha o futebol faz com que o que era pra ser apenas esporte, torne-se uma religião, a única razão de viver.
Quando lemos, ouvimos ou assistimos de que simples trabalhadores pedem a conta dos seus empregos para com a indenização se lançarem numa aventura para acompanhar seu time disputar um Mundial de Clubes da FIFA do outro lado do mundo percebemos a que ponto chega à idolatria do povão pelo seu time de futebol.
Futebol é apenas esporte, o time do coração hora perde hora ganha, mas a vida segue o seu ritmo normalmente. Mas quando a imprensa esportiva alardeia manchetes sensacionalistas e estarrecedoras promove principalmente perante o povão uma onda que os faz pensar que a vida é só o futebol.   

21 outubro 2008

Essa vez foi a Alexsandra

Quatro horas da manhã de mais uma terça feira. Alexsandra uma jovem de 22 anos, mãe de duas filhas se prepara para ir trabalhar. Por certo preocupada em como ficarão as meninas durante o dia. Se elas terão creche e escola. Se irão se alimentar corretamente. Preocupações de qualquer mãe que ama suas filhas. Alexsandra as beija ainda com elas dormindo, pega suas coisas e cuidadosamente fecha aporta de sua casa e se dirige para a empresa em que trabalha. Caminha pela calçada da Avenida Prefeito Waldemar Grubba quando é surpreendida vira-se para ver quem a chama e é covardemente atingida por dois tiros disparados contra a sua face. Cai já sem vida.
Quem atirou? Paulo. Um cara que afirmava até pouco tempo atrás que a amaria para sempre. Para a polícia mais um crime passional.
Parai! Mas em que século estamos mesmo? Estamos nós na Idade da Pedra Lascada ou da era digital e das viagens espaciais? Até quando essa violência absurda contra a mulher será prática comum em nossa sociedade? Até quando esses verdadeiros homens de Neanderthal se farão presentes em nosso meio?
Sou homem e assim como quase todo mundo já tive não uma, mas algumas desilusões amorosas, mas desde cedo aprendi que as mulheres não são objetos e, portanto não possuem escritura. Que a aplicação da Lei Maria da Penha seja prática e não exceção.Abaixo aos homens das cavernas! Chega de violência contra as mulheres!